Mazagão é onde a história do Velho Mundo atravessou o oceano para renascer na Amazônia. Conhecida como o berço da cultura e da fé no estado, a cidade carrega um legado único: foi fundada em 1770 por famílias portuguesas transferidas de uma colônia no Marrocos (a Mazagão Africana) para o interior da floresta. O município divide-se entre a modernidade administrativa de Mazagão Novo e a memória viva de Mazagão Velho. Localizada a cerca de 32 km de Santana (e 50 km de Macapá), Mazagão é um museu a céu aberto de tradições. Possui uma área de aproximadamente 13.131 km² e, segundo o Censo de 2022, conta com cerca de 21 mil habitantes. Quem nasce aqui é chamado de mazaganense.
A economia de Mazagão é diversificada, com forte base na agricultura familiar (mandioca, açaí, frutas), na pecuária e na extração de madeira e argila. O município é famoso por suas olarias, sendo um grande produtor de tijolos e cerâmica vermelha que abastece a construção civil do estado. O turismo cultural e religioso é o motor que impulsiona a cidade, especialmente no mês de julho.
Mazagão respira história. É o destino certo para quem quer entender as raízes da colonização na Amazônia e vivenciar uma das maiores manifestações folclóricas do Brasil.
Festa de São Tiago: O maior evento cultural e religioso do Amapá. Realizada anualmente na segunda quinzena de julho em Mazagão Velho, a festa encena a lendária batalha entre Mouros e Cristãos, misturando teatro a céu aberto, missas, bailes e cavalgadas em uma celebração vibrante de cores e fé.
Ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Assunção: Em Mazagão Velho, as fundações da primeira igreja da vila (século XVIII) foram escavadas e preservadas, permitindo aos visitantes tocar na história colonial do local.
Balneário do Rio Mutuacá: Um refúgio de águas escuras e geladas, muito procurado nos fins de semana para lazer e banho, com estrutura de bares e restaurantes.
Cultura Ribeirinha: As comunidades ao longo dos rios Vila Nova e Ajuruxi mostram o modo de vida tradicional, com produção de farinha e pesca artesanal.
A Batalha Épica: Assistir aos episódios da guerra entre Mouros e Cristãos, com figurinos de época e cavalos, em pleno cenário amazônico, é uma experiência cultural sem igual no mundo.
Arqueologia: Mazagão Velho é um sítio arqueológico vivo. Caminhar por suas ruas é imaginar a saga dos colonos que cruzaram o Atlântico.
Cerâmica Artesanal: Visitar as olarias e ver de perto a produção de tijolos e telhas é entender uma parte importante da economia local.
Acolhimento: O povo de Mazagão tem orgulho de sua história e recebe os visitantes com festas animadas e mesas fartas.
Acesso Facilitado: Com a Ponte da Integração Washington Elias dos Santos (sobre o Rio Matapi), o acesso de carro a partir de Santana/Macapá é rápido e totalmente asfaltado (cerca de 40 a 50 minutos).
Planejamento para a Festa: Se for em julho para o São Tiago, prepare-se para multidões. A vila de Mazagão Velho fica lotada, então chegue cedo ou planeje acampar/alugar casas com muita antecedência.
Rio Mutuacá: É uma ótima parada para se refrescar antes ou depois de visitar a parte histórica.
Gastronomia: Não saia de lá sem provar o “gengibirra” (bebida típica feita de gengibre e cachaça/aguardente) durante as festividades e os peixes da região.
Mazagão é a guardiã da memória amapaense. É uma cidade que celebra sua origem guerreira com festa, pólvora e oração, mantendo viva uma tradição secular que une a África, a Europa e a Amazônia. Entre as ruínas do passado e a alegria do presente, Mazagão oferece uma viagem no tempo.
Seja para se emocionar com a fé de São Tiago ou para relaxar nas águas do Mutuacá, visitar Mazagão é honrar a história de resistência e adaptação de um povo que fez da floresta o seu lar definitivo.
O VisiteAmapá surgiu em 2021, com o intuito de mostrar um pouco mais sobre as belezas do estado do Amapá e região. O Amapá tem um potencial enorme para o ecoturismo, mas pouco divulgado, e aqui você vai encontrar muitas informações sobre onde começa o Brasil.